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Sentença engraçada

Em 8 de novembro de 1989, o Diário da Justiça do Piauí publicou uma antológica sentença erótica da lavra do Dr. Joaquim Bezerra Feitosa, então juiz da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Teresina (PI). Eis um trecho da parte decisória da sentença, que absolveu um acusado de estupro que tirara a virgindade de uma mulher em cima de uma câmara de ar nas águas de um rio que corta a cidade: “O estupro se realiza quando o agente age contra a vontade da vítima, usando coação física capaz de neutralizar qualquer reação da infeliz subjugada. No presente processo, a vítima, alegre e provocante, passou a assediar o acusado, que se encontrava nas areias do rio Poty, a mostrar-lhe o biquíni, que almofadava por trás, o incógnito estimulado. A vítima e o acusado trocaram olhares imantados, convidativos e depois se juntaram numa câmara de ar nas águas do rio, onde se deleitaram de prazer, oriundo do namoro, amassando o entendimento do desejo para findar numa relação sexual, sob o calor do sol. M...

Governo dá bônus a produtores de borracha, castanha e sisal

Canal Rural Produtores de borracha, castanha do Brasil e sisal foram incluídos no Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar. Se na hora de quitar o financiamento o preço pago estiver abaixo dos custos de produção, o governo garante aos agricultores um bônus que cobre a diferença. Os produtores de borracha natural de Tocantins vão ter direito a desconto de 17%, o maior do programa. Isso porque o valor pago pelo produto no Estado ficou em R$ 1,20 – R$ 0,26 abaixo do custo de produção. Já no Acre, onde o preço médio de mercado da castanha é R$ 45 e os custos de produção passaram de R$ 52, o desconto será de 14,26%. No Rio Grande do Norte, os produtores de sisal vão contar com um bônus de 14,14%, já que o preço de mercado do produto ficou em R$ 0,85, uma diferença de R$ 0,14 em relação aos custos de produção. Esses valores ficam em vigor até o dia 9 de março, quando vão ser ajustados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em levantamentos feitos mensalment...

Justiça do DF é a que mais investe em estrutura

Por Alessandro Cristo A Justiça do Distrito Federal foi a que mais investiu em estrutura para atender à população em 2007. Do total de R$ 8,1 bilhões gastos pelo governo distrital, R$ 1 bilhão foi com a Justiça, o equivalente a 12,5% da despesa pública. O segundo colocado em proporção de gastos, Rondônia, teve quase a metade disso: 6,5% das despesas foram gastas com a Justiça. No Rio Grande do Sul, por exemplo, estado que recebeu em 2007 o maior número de processos por habitante (14 ações em primeiro grau para cada cem pessoas), a despesa judiciária comparada com os gastos públicos foi de 5,87%, quinto que mais investiu na Justiça. Os números fazem parte do balanço da Justiça Estadual feito pelo Conselho Nacional de Justiça, o chamado Justiça em Números. O relatório é feito anualmente e foi divulgado pelo órgão de controle do Judiciário em relação a 2007. Por habitante, o gasto da Justiça distrital também foi duas vezes e meia maior que o do segundo colocado, o Amapá. Levando em consid...

Justiça Federal não conseguiu reduzir estoque em 2007

Por Priscyla Costa Em 2006, os juízes federais foram os únicos no país que conseguiram julgar mais processos do que receberam. A média, entretanto, não foi mantida em 2007. É o que indica o Justiça em Números, levantamento produzido pelo Conselho Nacional de Justiça com estatísticas do Poder Judiciário. O mau diagnóstico começa a ser percebido nos Juizados Especiais. Em 2006, todos comemoravam a queda na taxa de congestionamento — de 52,51% em 2005 para 36,57% em 2006. Em 2007, a proeza não se repetiu e o que era um modelo de agilidade nos julgamentos registrou 42,2% de taxa de congestionamento. Isso significa que, para cada 10 processos, quatro ficaram sem solução. O mesmo aconteceu nos Tribunais Regionais Federais. Em 2006, o número de decisões foi maior do que o número de novos processos — 438,7 mil julgados X 378,4 mil casos novos. Os TRFs, entretanto, não mantiveram a tendência. O Justiça em Números mostra que, em 2007, foram proferidas menos decisões do que o total de recursos qu...

MP transfere posse de terra na Amazônia para seus ocupantes

Agência Câmara (Veja aqui a MP que tramita no Congresso) BRASÍLIA - A Câmara analisa a Medida Provisória 458/09, que autoriza a transferência sem licitação de terrenos da União, com até 1,5 mil hectares, na Amazônia Legal, a quem esteja em sua posse antes de dezembro de 2004. Pessoas jurídicas, servidores públicos e estrangeiros não são beneficiados. Ficam de fora do processo as terras da União reservadas às forças militares, as florestas públicas, as que tenham edificações e outras benfeitorias do governo federal, as ocupadas tradicionalmente por índios ou por comunidades quilombolas e as que forem objeto de interesse público ou social a cargo da União. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Daniel Maia, avalia que o processo de regularização de posse, que hoje normalmente demora de um a dois anos, será abreviado com as novas regras. "Nossa expectativa é que esse prazo seja reduzido para cerca de 120 dias", disse. Por sua vez, o ministro-chefe da Se...

Regularização fundiária estimulará desmatamento na Amazônia, diz ONG

Estadao São Paulo, - Estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) diz que a regularização fundiária da Amazônia Legal, prevista na Medida Provisória (MP) 458, estimulará o desmatamento e agravará a disputa por novas áreas. Para o Imazon, se o governo insistir em doar áreas de até 100 hectares, não haverá incentivo para investimentos na produtividade agropecuária nas áreas desmatadas, pois continuará sendo mais barato destruir. O Imazon sugere modificações. Entre elas, a exclusão da doação de áreas contínuas de até 100 hectares. Justifica que os ocupantes de terra pública que não são clientes de reforma agrária nem pertencem a populações indígenas, tradicionais ou quilombolas, devem pagar. Segundo o Imazon, como a MP trata de imóveis ocupados desde dezembro de 2004, os posseiros já usufruíram de terra pública. Nesse tempo, geraram renda, utilizaram e venderam madeira e implementaram atividades como a pecuária. Ainda conforme o Imazon, 53% (cerca de 2,6 milhões de k...

Audiência com advogado:Marco Aurélio vota contra mudança no Regimento

Conjur O ministro Marco Aurélio, presidente da Comissão de Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, formalizou sua posição contrária à proposta de mudar as regras para os ministros receberem advogados. Ele já havia adiantado para a Consultor Jurídico que era contra a mudança. No último dia 16, entregou à comissão a sua manifestação. Pela proposta, inicialmente subscrita por sete ministros, eles poderiam aceitar receber o advogado de uma parte só se acompanhado do defensor da outra. O texto da proposta diz: “Nenhum ministro é obrigado a receber parte ou advogado, senão na presença do advogado da parte contrária, ou, quando seja o caso, do representante do Ministério Público”. Marco Aurélio considerou que tanto o regimento atual do STF como o Estatuto da Advocacia preveem a obrigatoriedade dos juízes receberem os advogados. "Aqueles que personificam o Estado-juiz nada mais são do que servidores e devem, de início, atender aos que os procuram.” O ministro também afirmou que a r...