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Leia voto do ministro Direito sobre Lei de Imprensa

Conjur “O preço do silêncio para a saúde institucional dos povos é muito mais alto do que o preço da livre circulação de ideias”. A declaração é do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal, ao votar pela revogação total da Lei de Imprensa. “Nenhuma lei estará livre do conflito com a Constituição Federal se nascer a partir da vontade punitiva do legislador de modo a impedir o pleno exercício da liberdade de imprensa e da atividade jornalística em geral”, disse ele. Em sua decisão (clique aqui para ler), o ministro ponderou os valores constitucionais de liberdade de expressão e direito de personalidade. “Esse balanceamento é que se exige da Suprema Corte em cada momento de sua história. O cuidado que se há de tomar é como dirimir esse conflito sem afetar nem a liberdade de expressão nem a dignidade da pessoa humana”, afirmou. Para o ministro, o conflito entre os valores existe e o Judiciário pode ser chamado para resolvê-lo. “A preservação da dignidade humana ...

Ministro Carlos Alberto Direito

“Os regimes totalitários podem conviver com o voto, jamais com a liberdade de expressão”.

Ayres Brito

“Em matéria de imprensa, não há espaço para o meio-termo ou a contemporização. Ou ela é inteiramente livre, ou dela já não se pode cogitar senão como jogo de aparência jurídica”.

Gilmar Mendes defende ministro Direito de denúncia

Carollina Andrade, do Último Segundo BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu nesta quinta-feira o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que segundo matéria divulgada hoje pela revista Istoé, fazia uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. “Não tem nenhuma investigação a ser feita em relação ao ministro Menezes Direito. Não se atribuiu a ele nenhuma prática abusiva, o que se diz é que alguém terá manifestado um interesse de usar ou proteger a ele e a seus familiares. Não há nada em relação a conduta do ministro Menezes Direito. Ele é uma pessoa extremamente correta, extremamente ética e que tem tido uma atuação exemplar aqui no Supremo”, ressaltou Mendes após julgamento da Lei de imprensa no STF. Gilmar justificou ainda que existem medidas que são tomadas em relação ao caráter cerimonial e de segurança dos ministros nos aeroportos. “Algum auxilio ...

Ministro Celso de Mello sobre a liberdade de expressão

"Há uma repulsa constitucional a qualquer tipo de repressão das liberdades de expressão. O regime [constitucional] privilegia o quadro em que se desenvolvem as liberdades do pensamento. E a liberdade de expressão representa uma projeção significativa do direito de manifestar sem qualquer intervenção estatal os seus pensamentos, as suas ideias".

Direito vota pela derrubada da Lei de Imprensa no STF

Da Agência Estado O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito votou favorável à derrubada da Lei de Imprensa, editada durante o governo militar. No julgamento de hoje, ele considerou que a Lei de Imprensa é incompatível com a Constituição de 1988. Com o voto de Menezes Direito, já são três os ministros a favor da revogação da lei. Os ministros do STF examinam ação movida pelo PDT com o objetivo de que a Corte declare que a Lei de Imprensa é incompatível com a Constituição de 1988. O julgamento começou no início deste mês. Além de Menezes Direito, os ministros Carlos Ayres Brito, relator, e Eros Grau votaram pela derrubada integral da Lei de Imprensa.

Ministros do STF votam pelo fim da Lei de Imprensa

Por Rodrigo Haidar A atual Lei de Imprensa não pode sobreviver sob os princípios da Constituição de 1988. Esse é o entendimento de seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. Se nenhum deles decidir rever o voto, o tribunal decidirá, nesta quinta-feira (30/4), que a Lei 5.250/67 não foi recepcionada pela nova ordem democrática. Com a decisão, a norma é excluída totalmente do ordenamento jurídico. Os ministros Menezes Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso se alinharam com o voto do relator, ministro Carlos Britto, e de Eros Grau. Na sessão de 1º de abril, quando o julgamento foi suspenso, os dois votaram pela derrubada integral da lei — clique aqui para ler. Joaquim Barbosa e Ellen Gracie votaram por manter alguns artigos da atual lei, como os que tipificam os crimes de calúnia, injúria e difamação. Faltam votar os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente, Gilmar Mendes. Na retomada do julgamento, nesta quinta, o ministro Menezes Direito defendeu...