Pular para o conteúdo principal

Obra do Pronto Socorro do 2º Distrito continua parada

O governo do Acre ainda não sabe o que fazer com o que restou da obra do Pronto Socorro do 2º Distrito, embargada a pedido do Ministério Público Estadual.

A obra está parada a mais de um ano, em decorrência da intervenção da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que entendeu que o hospital não poderia ser construído nas proximidades do Igarapé Almoço, um dos principais mananciais de água doce de Rio Branco.

A situação tem preocupado os ambientalistas, devido o risco do hospital vir a contaminar, mais ainda, os lençois freáticos da região, e assim comprometer os enormes depósitos de água subterrânea encontrados no 2ºdistrito, já reconhecidos cientificamente como os maiores da cidade.

No local não há rede de esgoto e os dejetos hospitalares, fatalmente, seriam lançados in natura no igarapé, assim como está ocorrendo atualmente com todo o esgoto domiciliar do Residencial Villacre, localizado na Vila Acre.

Segundo consta em relação ao residencial Villacre, em especial, apesar do governo ter recebido recursos da Caixa Econômica Federal, através do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), para aconstrução de mini-estações de tratamento de esgoto, como é exigênciada própria caixa para o financiamento desse tipo de empreendimento, o mesmo não conta com tal estrutura e também não se sabe o destino que foi dado aos recursos liberados e, não aplicados.

Em fevereiro deste ano o governo chegou a noticiar que aproveitaria oespaço já construído do Pronto Socorro para a construção de uma rodoviária internacional. O secretário de obras do município afirmou na época que o projeto já estava completamente pronto e que as obras teriam início já no segundo semestre deste ano. Até o momento não há nenhuma movimentação no local que justifique as afirmativas do secretário.

Por outro lado, a população do segundo distrito, através de diversas associações de moradores, promete se mobilizar para exigir do governo a retomada das obras, mesmo que em outro local.

Edinei Muniz

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resistência civil pelo velho horário

Em 31 de outubro de 2010, durante o segundo turno, 56,87% dos eleitores acreanos, em referendo, rejeitaram a Lei 11.662, que alterou o fuso horário do Estado. Em 14 de dezembro de 2010, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram homologar o resultado. Na ocasião, o TSE entendeu que os próximos passos para definir os procedimentos da mudança não caberiam à Corte Eleitoral. O problema foi então transferido para o Senado Federal, onde vem recebendo forte lobby da Rede Globo de Televisão e da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão), que já ameaçam, inclusive, acionar a justiça para que a decisão soberana do Povo do Acre não se efetive (veja aqui... ) Tais atos, desrespeitosos e ofensivos à soberania popular acreana, não podem ser admitidos. Por isso, com base na regra constitucional que diz que “Todo poder emana do povo” , convocamos todos a iniciarem um grande ato de resistência civil em defesa da soberania da decisão popular que rejeitou a Lei 11.66...

Os Farrapos dos olhos azuis

Cláudio Ribeiro - Demitri Túlio, do Jornal O Povo, de Fortaleza A íris clara, azulzíssima em muitos deles, é a digital do povo Farrapo. Também é da identidade a pele branca avermelhada, carimbada pelo sol forte que não cessa em Sobral. Isso mais entre os que vivem na zona rural. Gostam de exaltar o sobrenome. É forte. Farrapo não é apelido. Não são uma etnia, mas são tratados assim. São “da raça dos Farrapos”, como nos disse quem os indicou a procurá-los. Os Farrapos têm história a ser contada. Praticaram a endogamia por muito tempo. Casamentos em família, entre primos, mais gente do olho azul de céu que foi nascendo e esticando a linhagem. Sempre gostaram de negociar, trocar coisa velha. São um pouco reclusos. Vivem sob reminiscências de judaísmo. Há estudo disso, mas muito ainda a ser (re)descoberto. Os Farrapos são citados, por exemplo, no livro do padre João Mendes Lira, Presença dos Judeus em Sobral e Circunvizinhanças e a Dinamização da Economia Sobralense em Função do Capital Ju...

REPONDO A VERDADE SOBRE O ACRECAP LEGAL

A APLUB CAPITALIZAÇÃO, responsável pelo ACRECAP LEGAL, publicou nota no Jornal A GAZETA, edição de sábado, rebatendo as denúncias de que estaria praticando jogo de azar e se apropriando do resgate dos referidos títulos de capitalização. Em homenagem à verdade, façamos alguns reparos. Diz a APLUB que comercializa o título de capitalização, ACRECAP LEGAL, mediante a aprovação, junto à Superintendência de Seguro Privado (SUSEP), dos Processos nº 15414.200276/2010-81 e 15414.003023/2009-28, Ora, convenhamos, o fato da APLUB CAPITALIZAÇÃO ter obtido, após procedimento administrativo regular, junto à Superintendência de Seguros Privados,  autorização para a emissão e a comercialização de títulos de capitalização, não é o cerne do problema. O Problema está em sabermos se a atuação da referida empresa em relação ao ACRECAP LEGAL tem obervado os ditames legais. Ou seja: o problema é o que a APLUB faz com a autorização da SUSEP e não a autorização em si. Infelizmente, o que vem f...