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Índice de Responsabilidade Fiscal e Social de Rio Branco patina com Raimundo Angelim


O município de Rio Branco vem caindo no Índice de Responsabilidade Fiscal e Social (IRFS), número que mede, desde 2002, os avanços dos municípios brasileiros nas áreas sociais, a disciplina na área fiscal e o desempenho da gestão. Os dados são da Confederação Nacional dos Municípios.

De acordo com os números, atualizados até final de 2006, o índice da capital ficou em 0,492. Em 2005, primeiro ano da gestão de Angelim, o índice, que vai de 0 a 1, era 0,503, o que mostra claramente que não estamos avançando na mesma proporção em que as coisas estão sendo noticiadas no Acre.

Em relação ao índice fiscal, que leva em consideração a média de endividamento, suficiência de caixa e superávit primário, verificou-se a mesma letargia. Em 2005, o índice era 0,539, já em 2006, caímos para 0,484.

Na área social, tida como principal instrumento de propaganda dos governos petistas, a situação não é diferente. O índice, que em 2005 era 0,454, caiu em 2006 para 0,450.

Os números acima revelam o tamanho da “falsa revolução” provocada pelo PT no município de Rio Branco.

O que é o IRFS?

A Confederação Nacional de Municípios criou o IRFS para compreender e estimular a melhoria das gestões municipais. Ele reflete, anualmente, o desempenho dos municípios sob as óticas fiscal, social e de gestão. Oferece à sociedade um parâmetro simples e ao mesmo tempo amplo de avaliação das administrações municipais, que não se restringe aos controles da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois abrange medidas de eficiência interna e de responsabilidade social.

A simplicidade do IRFS está no fato de ele atribuir aos municípios uma nota de desempenho para cada um dos 15 indicadores. As notas variam de 0 (atribuído ao município com pior desempenho) a 1 (atribuído ao município com melhor desempenho), como ocorre com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas.


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