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Crise deve beneficiar oposição em 2010, dizem analistas

Da Agência Estado Mais do que restringir a capacidade de investimentos dos novos prefeitos, a crise econômica internacional vai também influenciar a campanha presidencial daqui a dois anos. A popularidade do presidente Lula, atualmente acima dos 80%, deverá chegar ao final de 2010 com índices mais modestos, na faixa dos 50%, calculam analistas consultados pela Agência Estado. Neste cenário, os especialistas apostam que uma candidatura presidencial de oposição, como a do governador José Serra (PSDB), tende a se fortalecer. Segundo os analistas, o presidente Lula não informou a população sobre os reais impactos desta crise de proporções globais na economia brasileira e agora, depois das eleições municipais, ele terá que tomar medidas impopulares para minimizar os estragos importados pela desordem econômica no mundo. Para o analista Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores, uma aprovação popular ao redor de 50% não pode ser considerada um índice ruim. Mas certamente ele deverá ser alvo de muit...

Desafios de prefeitos são preocupantes diante da crise mundial

Paula Laboissière, da Agência Brasil Brasília - Os desafios a serem encarados pelos prefeitos vencedores nas eleições municipais deste ano são “bastante preocupantes” diante da possibilidade de reflexos da crise financeira mundial na economia brasileira – sobretudo na arrecadação de tributos e no repasse de recursos aos municípios. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.“Estamos no limiar de uma crise mundial e não sabemos qual impacto vamos ter na economia brasileira. Algumas questões já nos apontam uma situação muito difícil para os novos gestores”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.Ziulkoski lembrou que o maior tributo do país, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chegou, no ano passado, a R$ 200 bilhões e que 25% ou R$ 50 bilhões retornaram aos municípios. Também o Fundo de Participação dos Municípios transferiu, segundo ele, 23,5% do total arrecadado em 2007 pela União aos municípios – R$ 40 bilhões. ...

Crise global deverá afetar investimentos das prefeituras

Da Agência Estado A campanha eleitoral transcorreu como se os candidatos vivessem em um mundo totalmente alheio aos efeitos da crise econômica internacional. Eles prometeram uma série de realizações, baixaram o nível do debate e atacaram-se mutuamente, mas esconderam dos eleitores, em seus discursos e programas eleitorais, a restrição orçamentária que será imposta pela crise. Com o arrefecimento previsto para a economia do mundo inteiro, na esteira da crise internacional, não haverá recursos para a realização de grandes obras. É o que prevêem analistas de economia e política. Eles avaliam que se os votos depositados nas urnas tiverem como lastro apenas as promessas de campanha, os eleitores poderão se frustrar. Os analistas destacam que diante de uma crise econômica com proporções e dimensões comparáveis apenas ao crash da Bolsa americana em 1929, a tendência é de interrupção nos programas de investimentos e de concessão de crédito para o setor produtivo. O resultado é o esfriamento da...

Aécio diz que eleição de Lacerda é vitória da 'tese da convergência'

G1 O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) disse que o resultado do segundo turno em Belo Horizonte, neste domingo (26), que elegeu Márcio Lacerda (PSB) para a prefeitura da capital mineira , é a vitória da “tese da convergência”. Lacerda, apoiado pelo governador tucano e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), foi eleito com 767,3 mil votos, o equivalente a 59,12%. Ele derrotou Leonardo Quintão (PMDB), que teve 40.88%. “A vitória tem um significado importante para o prefeito Fernando Pimentel, que enfrentou dificuldades internas dentro de seu partido e que Minas haverá de reverenciar no futuro, e de Márcio Lacerda, que soube manter sua campanha em altíssimo nível”, disse, em coletiva no Palácio das Mangabeiras, sede do governo mineiro.O governador disse que não faz relação direta entre a vitória da aliança entre PSDB e PT para as eleições presidenciais em 2010. “Mas acho que Belo Horizonte e Minas Gerais deram ao Brasil uma sinalização de que é possível super...

FHC: PSDB deve apoiar governo contra crise financeira

Da Agência Estado O ex-presidente de República Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que o PSDB deve apoiar o governo na adoção de medidas estruturais que ajudem a economia do País a ficar mais resistente à crise financeira internacional. "A crise está aí, apesar da propaganda oficial de que não chegará até nós. Está chegando, vai chegar. O PSDB tem que agir responsavelmente. Crise é crise e afeta a todos, não é só um pedaço do Brasil", destacou, após deixar o Colégio Sion, em Higienópolis, onde foi votar no período da manhã. Na avaliação do ex-presidente, a postura do PSDB na votação das Medidas Provisórias 442 e 443, que deverá ocorrer nos próximos dias no Congresso, deve ser criteriosa, pois é importante proteger a economia nacional. Mas tais ações precisam ser transparentes a fim de evitar a proteção de interesses particulares. Apesar da defesa para que o PSDB tenha uma ação responsável, FHC não deixou de criticar: "Foi dado muito poder ao Banco Central, um arbítrio...

Cientista político diz que vitória de Kassab fortalece palanque de Serra para 2010

Agencia Brasil A provável reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, fortalece o palanque do governador José Serra (PSDB) à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, de acordo com o cientista político e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer. Nascido nos Estados Unidos, com cidadania brasileira, o professor é um observador atento da vida política nacional e acredita que “o PSDB pode até lançar uma chapa puro sangue”, em 2010, com Serra na cabeça da chapa e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também do PSDB, como vice. “As cartas estão lançadas neste segundo turno das eleições para prefeito, e mostram, mais uma vez, com base nos resultados do primeiro turno, um equilíbrio de forças que até contraria as expectativas dos partidos da base do governo, que esperavam resultados mais expressivos, principalmente no Norte e no Nordeste”, segundo ele. Quanto à possível candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff à s...

Aécio diz que não é Deus, mas quer ser contraponto a Serra

Ultimo Segundo BELO HORIZONTE - Ao rejeitar as críticas apressadas de que teria saído enfraquecido da sucessão municipal, pelo fato de não ter vencido no primeiro turno, o governador Aécio Neves (PSDB), por meio de seu candidato Marcio Lacerda (PSB), disse que não tem superpoderes. "Não sou Deus, não. Obviamente se ela (a tese da aliança) sair vitoriosa, todos que a defendem se fortalecem com ela. Mas a minha posição em relação à tese independe do resultado dessas eleições". Ele destacou que seu candidato e a tese da aliança obteve 43% dos votos válidos no primeiro turno, mais do que qualquer candidato nas capitais da região Sudeste, que apresenta as maiores cidades. "Todos nós estamos fortalecidos. O prefeito Fernando Pimentel sai muito fortalecido desta eleição, com a vitória do Marcio, nós saímos fortalecidos, e acho que quem ganha no final é Belo Horizonte", minimizou. Aécio tem dito que a próxima sucessão presidencial, a primeira sem a candidatura do atual pres...